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1945

Sem que os moradores suspeitassem, a onda de terror invadiu a cidade por todos os lados. De pronto, uns 10 000 habitantes “evaporaram”, trucidados sem deixarem restos. Conseguiram matar no dia 78 000 pessoas, deixaram agonizantes umas 40 000. Ataque perfeito, sem chances de mínima defesa e, sem qualquer risco para os terroristas. A onda invadia uma escola onde aniquilava serventes, escriturários, professores, alunos e quem mais lá estivesse. Nos hospitais a onda invasora abreviou as dores dos que estavam em estado terminal, matando também enfermeiros, médicos, auxiliares e os doentes. Nas creches as crianças foram rapidamente mortas, nos asilos os velhos não tiveram tempo de despedidas ou orações, não sobrou um, nem quem deles cuidava. Nas ruas tombavam as pessoas a pé, de carro, de ônibus, ou mesmo, os enamorados sentados nas praças. Os prédios, casas, pontes, monumentos e mais que se imagina foram reduzidos a escombros. Três dias depois a onda terrorista invadiu outra cidade. A mesma rapidez e eficiência. O número de mortos, inferior ao da cidade anterior, devido o relevo montanhoso. No dia conseguiram matar “apenas” umas 36 000 pessoas. Deixaram agonizantes, para breve morte, outras 80 000. Milhares morreram posteriormente nas duas cidades. Somando tudo, em pouco tempo conseguiram umas 300.000 mortes. Êxito total.
Quando os terroristas voltaram à “querida pátria”, deixaram para trás duas cidades literalmente arrasadas: Hiroshima e Nagasaki. (6 e 9 de agosto de 1945)

2003

 

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