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VEJO UMA CRIANÇA...

Aqui mostramos que a criança é sincera
e o adulto disfarça sua dor.


Vejo uma criança que chora.
Olhos tristes, melancolia.
Tristezas que os meus não mostram,
Pois as minhas, o coração as guarda.
Magoado pela vida minha
Que não lhe deu senão,
O amargo de uma saudade.
	Sinta-te feliz, por seres assim,
	Olhos tristes, melancolia.
Amanhã esquecerás; só hoje.
Terminará infância tua, olvidarás tudo.
Terminará vida minha, fingidos, olhos meus,
Velados para a luz, assim como o coração me negou,
A alegria de ser feliz, sinceramente.
	Só você vive,
	Olhos tristes, melancolia.

1958
Esta poesia faz parte do livro DP de 58 a 92
 

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