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OLHOS DE ALGUÉM

Sobre as crianças abandonadas.

Olhos de alguém pelejam além,
Corro as ruas buscando sei lá;
Para quem não sei.
Busco dinheiro para o doce
A quem gosta e não sabe,
Que adultos atiçam olhos famintos,
Para egoísmo encher.
Vai a criança pela rua.
Olha o relógio da igreja.
Não sabe ver horas, ensaia o sinal da cruz.
Tem medo de entrar sozinho.
Não ia mesmo entrar.
Num bolso tem tampinhas,
No outro, rasgos.

1962
Esta poesia faz parte do livro DP de 58 a 92
 

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