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LIBERDADE JÁ TE VEJO

Vislumbrando o declínio da ditadura.

Liberdade já te vejo.
Meus olhos agora não doem
Por te procurar tão longe.
Tem gente correndo, morrendo.
Tem gente comendo; fazendo pensar.
Não ligue.
A luta é nossa, não é para nós.
É um mínimo de todo conjunto. Perjuro.
Contradigo e maldigo.
Não lutamos somos instrumentos.
Consolo? Não há.
Há uma realidade, 
Que só nós podemos mostrar.
Sejamos uma parte ativa,
Instrumentos conscientes.
Lutemos, lutemos, deixemos pelo menos a esperança.
Reneguemos o conformismo,
Lutemos.
A luta é nossa, não é para nós.
Vai chegar liberdade,
Liberdade vai chegar,
A ilusão vai matar.
Liberdade já te vejo.
Meus olhos agora não doem
Por te procurar tão longe.

1984
Esta poesia faz parte do livro DP de 58 a 92
 

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