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OLHA AO LONGE

Eis porque não quero voltar à fazenda Córrego Rico,
onde passava as férias de minha infância.


Olha ao longe
O que vem lá.
	Depois de ir e vir
	Sai de volta e retorna.
Uma angola na algibeira
É toda matula.
	Descansa da viagem
	Retarda os passos com medo de chegar.
Sem saber se chegar
É partir na dor
De uma saudade que esvai
Nos contornos do passado.
	Resta aos olhos
	Ver ou não ver,
	Rir ou chorar.
Mas, não verá nunca
O que deixou na partida.

1990
Esta poesia faz parte do livro DP de 58 a 92
 

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