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A QUEM ACUSO?

Podemos perder um amor mas nunca a esperança
de reencontrá-lo, ou um substituto.



A quem acuso por não me querer?
Pra que reconhecer
que já falhei?
Irei pelos caminhos do mundo
com atos externos
por toda parte enganando
quem me encontrar.
Rirei, divertirei, mas...
pensarei.
Quando então suceder,
sempre imprevisível
e impossível de extinguir,
o pensamento.
Buscarei no tempo,
como os olhos na luz longínqua,
uma lembrança de dias alegres,
de quem não soube reter
aquela felicidade.
Irei,
farei o papel da humanidade,
e será monótono
o circulo vicioso da vida.
Mas no tempo
de espaços em espaços,
brilhará sempre,
aquela luz ao longe.

1960

 

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