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DORES

Sobre os homens que se dizem racionais, mas não
resolvem nem mesmo o problema da fome no mundo.
Onde está a irmandade pregada pelas religiões?



Canto as dores do mundo,
para não chorar as alegrias
dos infernos.
Rasgo meus dias nos olhos da dúvida,
do destino dos alguens.
Recordo o passado,
com sombras ao futuro
modelando o que vem.
Nas sombras frias que lançam,
tortos traços farão vitimas.
Das desgraças rirão os homens,
que de tão desgraçados, nem elas sentirão.
Iguala-se ao meio e dobra-se nele.
Chega de moral.
Vai e vem a corrida do corpo, esquecem a alma,
que pena sem sentir.
É a tristeza sem fim,
é a ignorância dos alguéns.

1962

 

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