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SIRIEMA SOLITÁRIA

Vendo a siriema do zoológico do DER em Araraquara,
onde eu trabalhava.



Caminha fora de seu reino,
criada no zôo dos homens.
Segue pelos jardins,
privilegiada.
Fora das grades, sem rumo,
com medo. Dúvida.
Não vive longe dos homens,
vive longe dos prados; pura.
Siriema calma.
Quando assusta ao frente de gente,
não busca solidão.
É nobre só.
Esparços gritos estridentes,
com que busca reclamo;
Não sabe de que e porque.
São protestos que se perdem na razão do mundo.
Recusa a corrupção,
foge à solidão.
É meio termo, como pensamento de incerteza.
Meu.
Siriema oculta.
Minha.

 

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